Manuel Vilarinho Homepage
 
 
 
Por outro lado, pressente-se, claramente, que Manuel Vilarinho é refém do que conhece em cada uma das suas telas: mergulha no mundo que o rodeia, mas não o pretende seleccionar, direccionar, ou encaminhar. O pintor aproxima venenos ou antídotos, a memória apagada ou o que dela perdura, porque o abandono desmorona o que há de mais belo na vida. Nada na sua obra é irreflectido, porque é o real sentido que se quer transpor para a tela. O artista expressa-se na tela numa procura permanente sem nunca encontrar o desfecho do seu diário de viagens: são registos sem promessa de regresso e, ao mesmo tempo, um arquivo vivo das suas recordações.
Rui Almeida Pereira
Aceleração em Voo , 2001
Acrílico s/tela, 115 x 147cm